5. Before Sunrise (1995)
Em termos de filmes
realistas e credíveis, filmes que mais se aproximarem da vida real de cada um de nós, não conheço nenhum melhor que este. Há diálogos aqui que parecem retirados da minha vida e é provável que muitos de vós sintam o mesmo. Embora isto possa fazer o filme parecer aborrecido garanto que tal não podia estar mais longe da verdade devido à realização excelente, ao argumento bem montado e as actuações perfeitas de Ethan Hawke e Julie Delpy. Isso nota-se bem por exemplo em algumas cenas que atingem longos minutos sem a conversa se tornar desinteressante ou os actores darem parte de fracos. A história passa-se em Viena e dá vontade a qualquer um (principalmente os vienenses) de visitar a cidade: dois desconhecidos trocam uns olhares e começam uma conversa num comboio até que Jesse convence Céline a passar com ele o tempo que tem até ter de apanhar o avião para os Estados Unidos da América. Durante pouco mais de meio dia (até ao nascer-do-Sol, duh) de Verão passeiam então pela cidade e têm conversas bastante inteligentes e cativantes sobre amor, vida, futuro, passado, religião, sexo, etc. Pelo meio nota-se de forma extraordinária o modo como os dois se vão apaixonando à medida que a hora da partida obrigatória de Jesse se aproxima (é também este limite que os compele a falarem tanto, pois pensam que nunca mais se vão encontrar). Interessante saber que o filme foi baseado numa experiência que o próprio realizador, Richard Linklater, teve com uma mulher e que o guião foi escrito em apenas 11 dias entre este Kim Krizan. Um retrato quase perfeito da natureza humana.
realistas e credíveis, filmes que mais se aproximarem da vida real de cada um de nós, não conheço nenhum melhor que este. Há diálogos aqui que parecem retirados da minha vida e é provável que muitos de vós sintam o mesmo. Embora isto possa fazer o filme parecer aborrecido garanto que tal não podia estar mais longe da verdade devido à realização excelente, ao argumento bem montado e as actuações perfeitas de Ethan Hawke e Julie Delpy. Isso nota-se bem por exemplo em algumas cenas que atingem longos minutos sem a conversa se tornar desinteressante ou os actores darem parte de fracos. A história passa-se em Viena e dá vontade a qualquer um (principalmente os vienenses) de visitar a cidade: dois desconhecidos trocam uns olhares e começam uma conversa num comboio até que Jesse convence Céline a passar com ele o tempo que tem até ter de apanhar o avião para os Estados Unidos da América. Durante pouco mais de meio dia (até ao nascer-do-Sol, duh) de Verão passeiam então pela cidade e têm conversas bastante inteligentes e cativantes sobre amor, vida, futuro, passado, religião, sexo, etc. Pelo meio nota-se de forma extraordinária o modo como os dois se vão apaixonando à medida que a hora da partida obrigatória de Jesse se aproxima (é também este limite que os compele a falarem tanto, pois pensam que nunca mais se vão encontrar). Interessante saber que o filme foi baseado numa experiência que o próprio realizador, Richard Linklater, teve com uma mulher e que o guião foi escrito em apenas 11 dias entre este Kim Krizan. Um retrato quase perfeito da natureza humana.4. La vita è bella (1997)
Esta comédia-romance-drama
de 1997 conta a história de um homem que ultrapassa os muitos obstáculos da sua vida com a sua imaginação e sempre com boa-disposição. É assim que conquista o amor e salva a vida ao seu filho.
O início do filme é exclusivamente uma comédia romântica, a melhor de sempre para mim, em que, em várias situações caricatas, Guido impressiona Dora e acaba por se casar com ela e ter um filho, Giosué. A sua vida está toda na maior até que é vítima do Holocausto, por ser judeu, e é forçado a ir para um campo de concentração juntamente com o seu filho. A mulher dele acaba por pedir para os acompanhar e é também levada embora fique separada deles pois os homens e as mulheres não ficavam juntos. É aqui que começa a segunda metade do filme que muda completamente o tom, dando-lhe um tom muito triste e escuro. Mas mesmo aqui Guido mantém a sua personalidade brincalhona, embora consciente do local onde se encontra, e convence o filho de que tudo aquilo é apenas um jogo que ele preparou para os seus anos no qual a primeira equipa a chegar aos 1000 pontos ganhará um tanque. A forma como ele improvisa cada situação é simplesmente genial, fazer rir num local tão temível como aquele não é tarefa fácil e requer um bom argumento e, sobretudo, um excelente actor, e o Roberto Benigni conseguiu fazer ambos, o que lhe valeu um Oscar para Melhor Actor e uma nomeação para argumento e realização. O filme também foi nomeado para melhor filme pela Academia nesse ano.
de 1997 conta a história de um homem que ultrapassa os muitos obstáculos da sua vida com a sua imaginação e sempre com boa-disposição. É assim que conquista o amor e salva a vida ao seu filho.O início do filme é exclusivamente uma comédia romântica, a melhor de sempre para mim, em que, em várias situações caricatas, Guido impressiona Dora e acaba por se casar com ela e ter um filho, Giosué. A sua vida está toda na maior até que é vítima do Holocausto, por ser judeu, e é forçado a ir para um campo de concentração juntamente com o seu filho. A mulher dele acaba por pedir para os acompanhar e é também levada embora fique separada deles pois os homens e as mulheres não ficavam juntos. É aqui que começa a segunda metade do filme que muda completamente o tom, dando-lhe um tom muito triste e escuro. Mas mesmo aqui Guido mantém a sua personalidade brincalhona, embora consciente do local onde se encontra, e convence o filho de que tudo aquilo é apenas um jogo que ele preparou para os seus anos no qual a primeira equipa a chegar aos 1000 pontos ganhará um tanque. A forma como ele improvisa cada situação é simplesmente genial, fazer rir num local tão temível como aquele não é tarefa fácil e requer um bom argumento e, sobretudo, um excelente actor, e o Roberto Benigni conseguiu fazer ambos, o que lhe valeu um Oscar para Melhor Actor e uma nomeação para argumento e realização. O filme também foi nomeado para melhor filme pela Academia nesse ano.
3. Fight Club (1999)
Este é um filme sobre
a apatia, o descontentamento com a vida, e uma forma de ultrapassar isso. Edward Norton é o Narrador, uma personagem sem identidade que pode ser qualquer um de nós, deprimido, que tenta encontrar alguma emoção na sua vida aborrecida de empregado de escritório e resolver as suas insónias através de grupos de suporte e da transformação do seu lar no apartamento perfeito (através de móveis da IKEA). No entanto ele só volta a ganhar realmente algum prazer pela vida após conhecer Tyler Durden (Brad Pitt), produtor e vendedor de sabonete, com quem forma um clube de combate para eles e outros homens terem um local onde “soltar” as tendências agressivas inerentes ao género masculino, reprimidas pela sociedade actual ao colocar todos os bens necessários à disposição em lojas e ao tentar controlar as leis morais e sobrevalorizar os bens físicos através dos exemplos da publicidade e filmes. O clube fica cada vez mais complexo e sofre um aumento exponencial de membros até se tornar em algo muito maior que o inicialmente planeado... e nem tudo é o que parece, estando à nossa espera um twist ending digno dos clássicos. Esta foi a quarta longa-metragem de David Fincher e conta com interpretações excelentes de Edward Norton, Helena Bonham Carter, Jared Leto e principalmente de Brad Pitt. Indo buscar inspiração a Rebel Without A Cause, The Graduate e mesmo às ideias de Nietzsche, o filme debate temas como alienação, satisfação com a vida, libertação, materialismo, desespero, dor física, violência e caos, encontrando aspectos positivos onde outros apenas vêem coisas negativas e vice-versa, em mais de duas horas visualmente incríveis de acção, tensão, suspense e comédia negra. Excelente para todos os fans de cinema, essencial para quem procura mais da vida.
a apatia, o descontentamento com a vida, e uma forma de ultrapassar isso. Edward Norton é o Narrador, uma personagem sem identidade que pode ser qualquer um de nós, deprimido, que tenta encontrar alguma emoção na sua vida aborrecida de empregado de escritório e resolver as suas insónias através de grupos de suporte e da transformação do seu lar no apartamento perfeito (através de móveis da IKEA). No entanto ele só volta a ganhar realmente algum prazer pela vida após conhecer Tyler Durden (Brad Pitt), produtor e vendedor de sabonete, com quem forma um clube de combate para eles e outros homens terem um local onde “soltar” as tendências agressivas inerentes ao género masculino, reprimidas pela sociedade actual ao colocar todos os bens necessários à disposição em lojas e ao tentar controlar as leis morais e sobrevalorizar os bens físicos através dos exemplos da publicidade e filmes. O clube fica cada vez mais complexo e sofre um aumento exponencial de membros até se tornar em algo muito maior que o inicialmente planeado... e nem tudo é o que parece, estando à nossa espera um twist ending digno dos clássicos. Esta foi a quarta longa-metragem de David Fincher e conta com interpretações excelentes de Edward Norton, Helena Bonham Carter, Jared Leto e principalmente de Brad Pitt. Indo buscar inspiração a Rebel Without A Cause, The Graduate e mesmo às ideias de Nietzsche, o filme debate temas como alienação, satisfação com a vida, libertação, materialismo, desespero, dor física, violência e caos, encontrando aspectos positivos onde outros apenas vêem coisas negativas e vice-versa, em mais de duas horas visualmente incríveis de acção, tensão, suspense e comédia negra. Excelente para todos os fans de cinema, essencial para quem procura mais da vida.2. Toy Story & Toy Story 2 (1995 & 1999)
Toy Story foi a
primeira longa-metragem feita totalmente por computadores, o primeiro filme da hoje aclamadíssima Pixar e, sobretudo, um filme que marcou uma geração. O filme é baseado numa primeira curta-metragem da Pixar, Tin Toy, e conta a história de bonecos que estão vivos e que se mexem sozinhos quando não estão a ser vistos por humanos. Woody é o xerife da zona e o brinquedo preferido de Andy, o seu dono. Mas num aniversário, Andy recebe um Buzz Lyghtyear e deixa Woody de parte. Buzz acredita que é um verdadeiro Ranger do Espaço e Woody faz tudo para convence-lo que não é até que um dia, guiado pela inveja, o atira pela janela e tem de o ir salvar, mas nem tudo corre como planeado e acabam perdidos. É um filme que fala um pouco da nossa posição e importância no Mundo, tem músicas bonitas e a lendária frase: “Para o Infinito e mais além!”. O segundo filme segue as mesmas raízes do primeiro mas agora os papéis invertem-se: Buzz tem de ir salvar Woody que foi raptado por um coleccionador de bonecos antigos. O cowboy conhece os seus companheiros de colecção e considera mudar-se para o museu pois os bonecos acabam por ser abandonados pelos donos. Tal foi o que aconteceu a Jessie, a cowgirl, que foi abandonada pela sua antiga dona, sendo a forma como isso a magoou explorada no filme e o medo de Woody que tal lhe aconteça torna-se num dos principais motivos para Woody não querer voltar à sua vida antiga. Os dois filmes têm personagens memoráveis a juntarem-se a Woody e Buzz: o porco-mealheiro Hamm, o Senhor-Batata, o cão de brincar Ziggy, o dinossauro Rex, o Imperador Zurg, os aliens verdes, entre muitos outros, inspirados em bonecos já existentes ou originais para o filme. Woody tem a voz de Tom Hanks e Tim Allen dá a voz a Buzz Lightyear, ambos fazem um grande trabalho juntamente com o resto do elenco.
primeira longa-metragem feita totalmente por computadores, o primeiro filme da hoje aclamadíssima Pixar e, sobretudo, um filme que marcou uma geração. O filme é baseado numa primeira curta-metragem da Pixar, Tin Toy, e conta a história de bonecos que estão vivos e que se mexem sozinhos quando não estão a ser vistos por humanos. Woody é o xerife da zona e o brinquedo preferido de Andy, o seu dono. Mas num aniversário, Andy recebe um Buzz Lyghtyear e deixa Woody de parte. Buzz acredita que é um verdadeiro Ranger do Espaço e Woody faz tudo para convence-lo que não é até que um dia, guiado pela inveja, o atira pela janela e tem de o ir salvar, mas nem tudo corre como planeado e acabam perdidos. É um filme que fala um pouco da nossa posição e importância no Mundo, tem músicas bonitas e a lendária frase: “Para o Infinito e mais além!”. O segundo filme segue as mesmas raízes do primeiro mas agora os papéis invertem-se: Buzz tem de ir salvar Woody que foi raptado por um coleccionador de bonecos antigos. O cowboy conhece os seus companheiros de colecção e considera mudar-se para o museu pois os bonecos acabam por ser abandonados pelos donos. Tal foi o que aconteceu a Jessie, a cowgirl, que foi abandonada pela sua antiga dona, sendo a forma como isso a magoou explorada no filme e o medo de Woody que tal lhe aconteça torna-se num dos principais motivos para Woody não querer voltar à sua vida antiga. Os dois filmes têm personagens memoráveis a juntarem-se a Woody e Buzz: o porco-mealheiro Hamm, o Senhor-Batata, o cão de brincar Ziggy, o dinossauro Rex, o Imperador Zurg, os aliens verdes, entre muitos outros, inspirados em bonecos já existentes ou originais para o filme. Woody tem a voz de Tom Hanks e Tim Allen dá a voz a Buzz Lightyear, ambos fazem um grande trabalho juntamente com o resto do elenco.1. True Romance (1993)
No processo que
desencadeamos para fazer esta lista, vendo dezenas e dezenas de filmes que desconhecíamos, este foi talvez o maior achado com que nos deparamos. Seguimos Clarence (Christian Slater), um empregado de uma loja de banda-desenhada que ao tentar proteger uma prostituta por quem se apaixona, Alabama (Patricia Arquette), acaba por ser ver forçado a abandonar Detroit em direcção a Los Angels com a polícia e a Máfia atrás de si. Tudo termina como se de um bom spaghetti western se tratasse. O filme foi realizado por Tony Scott (irmão do mais conhecido Ridley Scott) e escrito por Quentin Tarantino e Roger Avary. Como é de esperar num filme com o envolvimento de Tarantino este está recheado de violência dura e crua e dialógos geniais e divertidos. As actuações dos dois actores principais são boas e sólidas mas as verdadeiras surpresas estão reservadas para os actores secundários: Gary Oldman, Christopher Walken (com o melhor interrogatório da década, possivelmente), Dennis Hopper (com a melhor resposta da década), Val Kilmer, James Gandolfini, Samuel L. Jackson, Chris Penn, Tom Sizemore, Bronson Pinchot e Brad Pitt (talvez o melhor actor da década, com Kevin Spacey). E tudo começa com um dos melhores trabalhos do conceituado Hans Zimmer, baptizado com uma das melhores citações do filme: “You're So Cool”. Divertido, inteligente, violento e cheio de crime, sexo, droga, kung-fu e, claro, romance.
desencadeamos para fazer esta lista, vendo dezenas e dezenas de filmes que desconhecíamos, este foi talvez o maior achado com que nos deparamos. Seguimos Clarence (Christian Slater), um empregado de uma loja de banda-desenhada que ao tentar proteger uma prostituta por quem se apaixona, Alabama (Patricia Arquette), acaba por ser ver forçado a abandonar Detroit em direcção a Los Angels com a polícia e a Máfia atrás de si. Tudo termina como se de um bom spaghetti western se tratasse. O filme foi realizado por Tony Scott (irmão do mais conhecido Ridley Scott) e escrito por Quentin Tarantino e Roger Avary. Como é de esperar num filme com o envolvimento de Tarantino este está recheado de violência dura e crua e dialógos geniais e divertidos. As actuações dos dois actores principais são boas e sólidas mas as verdadeiras surpresas estão reservadas para os actores secundários: Gary Oldman, Christopher Walken (com o melhor interrogatório da década, possivelmente), Dennis Hopper (com a melhor resposta da década), Val Kilmer, James Gandolfini, Samuel L. Jackson, Chris Penn, Tom Sizemore, Bronson Pinchot e Brad Pitt (talvez o melhor actor da década, com Kevin Spacey). E tudo começa com um dos melhores trabalhos do conceituado Hans Zimmer, baptizado com uma das melhores citações do filme: “You're So Cool”. Divertido, inteligente, violento e cheio de crime, sexo, droga, kung-fu e, claro, romance.0 Comments:
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